Quero deixar bem claro que estou longe de ser uma crítica musical. Meu conhecimento é parco e tampouco entendo de ritmos e gêneros. O pouco que conheci ao longo de 2011, é o que eu quero compartilhar. Talvez minha seleção e minha pequena descrição, seja leiga demais em relação a outros blogs, mas minha lista trata somente daquilo que agrada aos meus ouvidos. É assim que repasso para vocês, aquilo que achei bom, sem críticas concretas e experientes.
Adoro! Uma das coisas que mais gosto em uma música é mesmo o vocal. A voz me chama muita atenção. De certo os instrumentos são fundamentais pra ficar perfeito. Mas em El camino, o que me chama mais atenção, é a voz de Dan Auerbach. As musicas tem um ritmo gostoso, são românticas e irreverentes. Tem influências do hard rock, do rock setentista, do rock de garagem e até do blues . As letras grudam como chiclete, tanto que me pego cantarolando e assoviando sempre por aí. *Tinha colocado Tighten Up como música deste álbum, mas a música faz parte do álbum "Brothers". Desculpe o deslize mas adoro Tighten Up.
Ceremonials - Florence + The Machine
O disco tem um “q” de clássico. Como já disse, o vocal me encanta, e Florence dá um show. A voz da cantora lembra as das cantoras de música gospel americanas. Sei que muita gente não curte, mas ao invés de me dobrar a febre Adele, prefiro ficar com Florence, desculpa aos fãs, mas acho bem mais original. Um pop descontraído, com um q erudito e uma voz forte, assim é Ceremonials, intenso e impactante.
Nine Types of Light - TV On The Radio
Nine Types of Light é o disco que tem a maior quantidade de hits da história da banda. "De cara o grupo manda a suingada Second Song, mais a frente a emocionada e romântica You, passando um pouco chega Will Do (que além de tudo ganhou um belo clipe, à altura de sua suntuosidade). Acha pouco? Então que tal a explosiva Repetition, com o grupo soltando uma sequência de batidas radiantes, boas guitarras no melhor estilo indie rock e os versos extasiantes da faixa. E se você pensa que a última faixa do disco seria um suave registro melancólico surpreenda-se, afinal, a mescla de rock e hip-hop é o que fomentam Caffeinated Consciousness”. Miojo Indie
Metals - Feist
O disco foi gravado em uma fazenda, onde foi montado um estúdio, isso tudo em duas semanas e meia. Valgeir Sigurosson, lembrado por trabalhar com Björk, aparece co-produzindo o álbum. Feist aparece menos pop e mais Alt. Country. Um pouco de piano, e de leve, uma passada pelo jazz. O álbum é melancólico e obscuro, porém com um toque suave, gostoso de ouvir. Adorei o resultado!
Torches - Foster The People
A estreia do quarteto californiano com Foster The People, vem sendo amplamente comentada. Uma mistura de pop com eletrônico e um pouquinho dos anos 80, dão ao disco um toque especial. Dançandinho e gostosinho, assim eu o defino. Sabe quando dizem: “essa música pega”? Poie é, é
pra colocar no MP3, ouvir pra animar o dia, e sair cantando.
O cantor e compositor Justin Vernon fez de Bon Iver, álbum homônimo a banda, algo romântico, poético e apaixonante. O mais bonitinho da minha lista. Violões, banjos, sax, pianos, synths, cada um destes instrumentos se mistura e combina perfeitamente com a voz de Vernon, fazendo parte de uma totalidade incrível. Para alguns o álbum é prolixo e surrealista, não vou tão a fundo. Vou ficar na superficialidade.
O álbum é a afirmação de Chazwik Bundik como compositor e produtor. Tem fortes influências musicais brancas e negras. O disco mistura, funk, rock, indie, britpop, soul, e psicodélica pop, eletrônica... para muitos pode parecer uma bagunça. Mas eu gostei.
Foo Fighters – Wasting Light
Pode não aparecer por aí como um dos melhores de 2011, mas vou colocar só porque adoro Foo Fighters. Um disco que apareceu após quatro anos de espera, para suceder Echoes, Silence, Patience & Grace. Tem participações do baixista do Nirvana, Krist Novoselic, e do vocalista do Hüsker Dü, Bob Mould. A parte bonitinha é que Dave Grohl, disponibilizou sua garagem para que tudo fosse como no começo, uma banda de garagem, tudo bem caseiro e pessoal. Vi o documentário "Back and Forth”, que mostra partes da gravação do álbum, e adorei a parte em que Dave para o ensaio para ir à piscina com a filhinha. Fofo!
undun - The Roots
Este album é noreteado por um tema muito interessante. Todo ele, do começo ao fim, é baseado em uma ficção, a estória de Redford Stephens (1974-1999), um garoto pobre que como muitos outros, entra para a vida do crime. undun também marca a saída do baixista Owen Biddle, que decidiu dedicar-se a banda Mister Barrington. A Ideia e super bacana e o álbum está sendo super elogiado.
Hurry Up, We’re Dreaming - M83
Leve, suave e surreal. Um disco duplo de inéditas abordando um único tema. Em português “Rápido, nós estamos sonhando”, realmente nos envolve e nos transporta ao mundo onírico. É um trabalho conceitual e está sendo quase que indiscutivelmente, top 10 de todas as listas que ví. Gostei, mas para mim, não dá pra ouvir todo em um dia só. Fui aos pouquinhos.
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